Monday, November 24, 2008
Elefante.
Isso não precisa parar...
A dança misturada aos dedos dos pés, a carícia na alma, e o cabelo bagunçado.
Você corre, como uma criança querendo, algo que não sabe.
Aquilo não precisa parar, nem o querer rápido e devagar... sorrateiramente.
Só precisa pintar um elefante.
Preciso trocar os sapatos, é segunda.
Isso não precisa parar, não agora.
E no meio de tanto preciso, vejo ela mexendo o corpo.
Olhando longe, como se ela buscasse algo pra dizer, palavras vomitadas.
Sente ao meu lado, no muro, conte coisas e deixe com que as vozes se misturem.
Nem precisamos correr, hoje não.
Mas ninguém pinta um elefante, tão bem como ela.
A dança misturada aos dedos dos pés, a carícia na alma, e o cabelo bagunçado.
Você corre, como uma criança querendo, algo que não sabe.
Aquilo não precisa parar, nem o querer rápido e devagar... sorrateiramente.
Só precisa pintar um elefante.
Preciso trocar os sapatos, é segunda.
Isso não precisa parar, não agora.
E no meio de tanto preciso, vejo ela mexendo o corpo.
Olhando longe, como se ela buscasse algo pra dizer, palavras vomitadas.
Sente ao meu lado, no muro, conte coisas e deixe com que as vozes se misturem.
Nem precisamos correr, hoje não.
Mas ninguém pinta um elefante, tão bem como ela.
Friday, November 21, 2008
Jude está em seu mundo novamente.
Seu nome, quando nasceu, era Alice... Jude é seu nome escolhido.
Não suportava a idéia de ter o mesmo nome pelo resto da vida. Quando criança gostava de inventar palavras e usar seu vestisdo roxo. O que mais a divertia eram os vagalumes, o formigueiro e o inventado.
Hoje, ela cresceu, digo sempre que Jude pulou partes da vida e que disso veio sua essência.
Ela no fundo gosta da lúxuria e de ser sozinha, certas coisas s$ao substituiveis... E não venha dizer a Jude que isto está errado, ela lhe responderia que o amor não é pra todos e que se fosse, seria fútil e feio.
Jude! Ah, se ela soubesse! Que o desatino é sua melhor qualidade.
Jude fecha a porta, tira a roupa e dança no escuro, sua música predileta... Henry hoje saiu da sua vida, mas Jude entendeu, que há pessoas e pessoas. Há pares de olhos por todos os cantos, há sexo por todos os ares e há alguem seu e não tão seu em algum lugar.
Jude, não é de lugar nenhum e isso é oque mais a encanta.
Acorde bela Jude, há um mundo e corpos para você sentir lá fora, não lembre por hoje de nada.
Jude, a bela menina, ninguém sabe dela e nunca mais ouviu. Dizem que ela está nos mesmos lugares e cantos... Com o mesmo cigarro, unhas pintadas e roupas estranhas... Deve estar rindo, a risada... Jude e Henry, o incomum e berradouro... Que acaba, debaixo da chuva e com novas sensações... Henry... O jeito de Jude arrumou de se apaixonar por alguns dias.
Jude, a mesma menina, sendo sempre o meu lado pior.
E há várias Judes por aí, em cada canto, é só perceber.
Acabando por aqui, coisa que não acaba nunca. O mundano, o cabeça para baixo, o continuar... Tudo faz parte de uma conectividade estranha... Que não há nada como isso, os fatos são previstos pra certas pessoas... Mas viver assim deve ser matante. Prefiro Jude, algo contado como eu mesma... Refletido em coisas que sinto e que já substitui... Preciso de um banho e sair para a rua, com minhas manias e minhas curiosidades... Não há nada que me tire isso, não ser de lugar nenhum... Ofereço meu sorriso de canto de boca e minha janela aberta.
Seu nome, quando nasceu, era Alice... Jude é seu nome escolhido.
Não suportava a idéia de ter o mesmo nome pelo resto da vida. Quando criança gostava de inventar palavras e usar seu vestisdo roxo. O que mais a divertia eram os vagalumes, o formigueiro e o inventado.
Hoje, ela cresceu, digo sempre que Jude pulou partes da vida e que disso veio sua essência.
Ela no fundo gosta da lúxuria e de ser sozinha, certas coisas s$ao substituiveis... E não venha dizer a Jude que isto está errado, ela lhe responderia que o amor não é pra todos e que se fosse, seria fútil e feio.
Jude! Ah, se ela soubesse! Que o desatino é sua melhor qualidade.
Jude fecha a porta, tira a roupa e dança no escuro, sua música predileta... Henry hoje saiu da sua vida, mas Jude entendeu, que há pessoas e pessoas. Há pares de olhos por todos os cantos, há sexo por todos os ares e há alguem seu e não tão seu em algum lugar.
Jude, não é de lugar nenhum e isso é oque mais a encanta.
Acorde bela Jude, há um mundo e corpos para você sentir lá fora, não lembre por hoje de nada.
Jude, a bela menina, ninguém sabe dela e nunca mais ouviu. Dizem que ela está nos mesmos lugares e cantos... Com o mesmo cigarro, unhas pintadas e roupas estranhas... Deve estar rindo, a risada... Jude e Henry, o incomum e berradouro... Que acaba, debaixo da chuva e com novas sensações... Henry... O jeito de Jude arrumou de se apaixonar por alguns dias.
Jude, a mesma menina, sendo sempre o meu lado pior.
E há várias Judes por aí, em cada canto, é só perceber.
Acabando por aqui, coisa que não acaba nunca. O mundano, o cabeça para baixo, o continuar... Tudo faz parte de uma conectividade estranha... Que não há nada como isso, os fatos são previstos pra certas pessoas... Mas viver assim deve ser matante. Prefiro Jude, algo contado como eu mesma... Refletido em coisas que sinto e que já substitui... Preciso de um banho e sair para a rua, com minhas manias e minhas curiosidades... Não há nada que me tire isso, não ser de lugar nenhum... Ofereço meu sorriso de canto de boca e minha janela aberta.
Jude...
Jude acorda com o gosto da ressaca na boca e seu corpo espalhado na cama.
Se sente mundana, ao que fez na noite passada, mas lembrou de um par de olhos...
E não pertencia a Henry, o cheiro do perfume barato estava no seu corpo e a sensação do toque no rosto ainda a assustava.
Levantou, penteou os cabelos, um lenço no pescoço, molhou os cabelos, vestiu o vestido mais colorido e saiu ver a rua.
Andou quadras, um cigarro atrás do outro, como se precisasse de companhia... Viu vitrines e comprou um chapéu e algo para comer... ""E como o mundo pode ser tão colorido?", ela pergunta ao atendente na lancheria, sem ganhar nehuma resposta, se responde com uma tosse e um sorriso no canto da boca. Jude nesse momento, entendeu, por que Henry havia ido embora e não se sentiu mal por isso. Apenas concordou, que Henry não sabia voar como ela... Que se apegava ao passado e outras mulheres, ele não tinha a alma nobre de quem se entrega, nunca terá. Jude senta em seu sofá vermelho, troca o vinho por uma dose forte de conhaque, acende seu cigarro longo e abre a janela... A chuva lá fora cai, alguns meses, com intervalos pequenos de sol... Mas sempre chove. Jude não para de pensar no par de olhos que encontrou, Henry continua ali dentro dela), mas ela sabe que Henry está a perdendo... E isso dói, machuca, deixa seu corpo sem arrepios... Jude cheira a flores baratas, mas mágicas... Henry não faz mais tanta parte daquilo, ela espera o par de olhos, como uma criança esperando o dia importante entrar pela porta. Jude, o meu lado pior. Você não precisa olhar para ela, dizem por aí que Jude nunca ficou só e nem tem o tal medo disso, mas dizem também que Jude quer provar, provar o mais indelicado e louco sentimento... Misturado ao sexo, ao ter e sentir. Ela não precisa mais de Henry, apesar da falta, uma menina ainda, como qualquer outra... Que gosta da grama e da chuva, que anda pelas ruas cheia de manias e curiosidade. Henry continua sua viagem covarde e fugindo... Na maioria do tempo ele pensa em Jude, mas não pode admitir essa loucura... E aí, a deslealdade do ser, que Jude tanto confunde e detesta... Não, ela não admite a total realidade de um ser, uma menina, do intervalo de tempo e das emoções concentradas no seu corpo e na sua alma. Tal alma, que não a assusta, prefere ser a menina... Que corre entre as flores e guarda as cores nos sapatos. O meu pior e o pior de Jude, o que se torna essencial, da nossa tal natureza.
Se sente mundana, ao que fez na noite passada, mas lembrou de um par de olhos...
E não pertencia a Henry, o cheiro do perfume barato estava no seu corpo e a sensação do toque no rosto ainda a assustava.
Levantou, penteou os cabelos, um lenço no pescoço, molhou os cabelos, vestiu o vestido mais colorido e saiu ver a rua.
Andou quadras, um cigarro atrás do outro, como se precisasse de companhia... Viu vitrines e comprou um chapéu e algo para comer... ""E como o mundo pode ser tão colorido?", ela pergunta ao atendente na lancheria, sem ganhar nehuma resposta, se responde com uma tosse e um sorriso no canto da boca. Jude nesse momento, entendeu, por que Henry havia ido embora e não se sentiu mal por isso. Apenas concordou, que Henry não sabia voar como ela... Que se apegava ao passado e outras mulheres, ele não tinha a alma nobre de quem se entrega, nunca terá. Jude senta em seu sofá vermelho, troca o vinho por uma dose forte de conhaque, acende seu cigarro longo e abre a janela... A chuva lá fora cai, alguns meses, com intervalos pequenos de sol... Mas sempre chove. Jude não para de pensar no par de olhos que encontrou, Henry continua ali dentro dela), mas ela sabe que Henry está a perdendo... E isso dói, machuca, deixa seu corpo sem arrepios... Jude cheira a flores baratas, mas mágicas... Henry não faz mais tanta parte daquilo, ela espera o par de olhos, como uma criança esperando o dia importante entrar pela porta. Jude, o meu lado pior. Você não precisa olhar para ela, dizem por aí que Jude nunca ficou só e nem tem o tal medo disso, mas dizem também que Jude quer provar, provar o mais indelicado e louco sentimento... Misturado ao sexo, ao ter e sentir. Ela não precisa mais de Henry, apesar da falta, uma menina ainda, como qualquer outra... Que gosta da grama e da chuva, que anda pelas ruas cheia de manias e curiosidade. Henry continua sua viagem covarde e fugindo... Na maioria do tempo ele pensa em Jude, mas não pode admitir essa loucura... E aí, a deslealdade do ser, que Jude tanto confunde e detesta... Não, ela não admite a total realidade de um ser, uma menina, do intervalo de tempo e das emoções concentradas no seu corpo e na sua alma. Tal alma, que não a assusta, prefere ser a menina... Que corre entre as flores e guarda as cores nos sapatos. O meu pior e o pior de Jude, o que se torna essencial, da nossa tal natureza.
Wednesday, November 19, 2008
Jude dizia loucamente ao vento
O coturno velho e o couro com o cheiro... Cheiro de Henry.
A cama, a comida mal feita, o sorriso amarelo e o cigarro ao lado.
Jude precisa, do corpo, da mente e de toda a deslealdade de Henry...
Mas jude não o ama, simplesmente quer seu orgulho, mórbido e vazio.
Henry pega o primeiro trem, as dezoito horas, em um setembro chuvoso e gelado...
Ao lado, um bilhete e a poltrona vazia. São seis da manhã, quando Jude acorda, pega seu velho diário e delira com suas palavras, escondidas e intojadas.
Jude é imunda, caótica e insensível... Cheira a vinho e cigarro do mais forte.
Dirige feito doida pela cidade, enquanto Henry, busca novos ares.
Mas Jude também sonha, mas prefere ser ela... Mesmo que Henry não volte, ela estará do mesmo jeito... Sem esperar, com seu corpo branco na cama mal feita.
Jude cheira a sua própria emoção, sozinha, na velha banheira pequena e branca... Raspando as pernas, fumando um cigarro... Esperando o barulho de algo que mova sua vida de lugar, mas e Henry? Seu corpo, ela não toca mais, suas mãos são inibidas por seus prazeres... Somente pelos seus... Jude, um pouco de cada.
O coturno velho e o couro com o cheiro... Cheiro de Henry.
A cama, a comida mal feita, o sorriso amarelo e o cigarro ao lado.
Jude precisa, do corpo, da mente e de toda a deslealdade de Henry...
Mas jude não o ama, simplesmente quer seu orgulho, mórbido e vazio.
Henry pega o primeiro trem, as dezoito horas, em um setembro chuvoso e gelado...
Ao lado, um bilhete e a poltrona vazia. São seis da manhã, quando Jude acorda, pega seu velho diário e delira com suas palavras, escondidas e intojadas.
Jude é imunda, caótica e insensível... Cheira a vinho e cigarro do mais forte.
Dirige feito doida pela cidade, enquanto Henry, busca novos ares.
Mas Jude também sonha, mas prefere ser ela... Mesmo que Henry não volte, ela estará do mesmo jeito... Sem esperar, com seu corpo branco na cama mal feita.
Jude cheira a sua própria emoção, sozinha, na velha banheira pequena e branca... Raspando as pernas, fumando um cigarro... Esperando o barulho de algo que mova sua vida de lugar, mas e Henry? Seu corpo, ela não toca mais, suas mãos são inibidas por seus prazeres... Somente pelos seus... Jude, um pouco de cada.
Poros
Hoje, eu disse ontem que iria chover, foi o primeiro pensamento.
talvez eu precise falar um pouco de mim, do fora e do ausente.
Em primeiro lugar, caracterizo o fato de escrever como minha fulga...
Um café preto e um cigarro no meio dos dedos, como se fossem as únicas coisas que prestassem agora.
Um guardachuva verde, botas pretas e lenço com flores... Somente isso.
Não explique de novo, consequências e fatos... Ainda bem que existe o botão.
Não há nexo em coisas desentendidas e nem prováveis discussões bem resolvidas... O bem resolvido assusta, manipula e esfria.
Meu rosto é quente e minha alma perdida e confusa, do jeito que gosto, abafada e sem rumo.
Você consegue escutar o barulho depois da chuva e dizer que logo irá parar? A sensação se assemelha ao primeiro gosto de um morango.
Sinto sua falta, de quem não sei e nem preciso, mas somente sinto. Não de você, mas de você.
Os pés descalços agora, enrolados nas pernas, na posição descançada e que o corpo se aconchega.
Meu corpo, meu bem!
Os poros, a dança, fazer parte, voar, imaginar, a menina, os sapatos, as cores... Tanto faz, só preciso disso hoje. Sentir nos poros!
talvez eu precise falar um pouco de mim, do fora e do ausente.
Em primeiro lugar, caracterizo o fato de escrever como minha fulga...
Um café preto e um cigarro no meio dos dedos, como se fossem as únicas coisas que prestassem agora.
Um guardachuva verde, botas pretas e lenço com flores... Somente isso.
Não explique de novo, consequências e fatos... Ainda bem que existe o botão.
Não há nexo em coisas desentendidas e nem prováveis discussões bem resolvidas... O bem resolvido assusta, manipula e esfria.
Meu rosto é quente e minha alma perdida e confusa, do jeito que gosto, abafada e sem rumo.
Você consegue escutar o barulho depois da chuva e dizer que logo irá parar? A sensação se assemelha ao primeiro gosto de um morango.
Sinto sua falta, de quem não sei e nem preciso, mas somente sinto. Não de você, mas de você.
Os pés descalços agora, enrolados nas pernas, na posição descançada e que o corpo se aconchega.
Meu corpo, meu bem!
Os poros, a dança, fazer parte, voar, imaginar, a menina, os sapatos, as cores... Tanto faz, só preciso disso hoje. Sentir nos poros!
É o que dizem sobre as cores, relatadamente imprevistas e misteriosamente misturadas, formando outras...Lentamente sobre o vento, nas faces e interiores... Superiores, ao que dizem. As cores! Ao saber, você nâo reage, nâo é necessário... O técnico nâo é a prática, a prática irrita, o desembocado atrai, as cores. O mesmo velho girassol, o doce da cor, o preto e o branco... A lealdade do ser, que nâo se engana com a fidelidade... A liberdade na pele, que do interior retorna e se mostra a mesma menina... De quem os sapatos, ainda sâo coloridos e lotados de boas sensaçôes. As cores e as pessoas, que nâo se entende, a mistura...Das tais sensaçôes, cores sâo cores... Da menina de saia rodada e do balanço no escuro. Os mesmos sapatos, meu bem.
Sunday, November 16, 2008
Cinza
Acordei descalça e com o suor no pescoço.
Uma toalha enrolada no corpo, a sensação.
Olhei aquele corpo ao meu lado, não era o mesmo.
O cheiro no cabelo e um cigarro na janela.
Eu podia escutar o dia cinza e sentir o bonito...
Seguir com os olhos um homem de cabelos longos e grisalhos, ao atravessar a rua.
Somente eu alí, ainda com os pés no chão...
Em um velho hotel, com travesseiros estranhos e cortinas no chuveiro.
Me beija apesar de tudo.
Eu me presto, nua de alma e um acordar...
Olhar ao espelho, mãos no cabelo mal lavado, o corpo branco...
Sem palavras, apenas um sorriso de canto.
Eu gostei mais de mim.
Rebobinar, rebobinar, meu bem.
Maquiagem borrada, atrai você assim.
Gosto mais de mim.
Gosto do meu prazer, do meu toque e da minha pele...
Mas não desprezo a sua.
Eu me presto, nua de alma e um acordar...
Mas eu gosto bem mais de mim.
Um belo domingo cinza.
Uma toalha enrolada no corpo, a sensação.
Olhei aquele corpo ao meu lado, não era o mesmo.
O cheiro no cabelo e um cigarro na janela.
Eu podia escutar o dia cinza e sentir o bonito...
Seguir com os olhos um homem de cabelos longos e grisalhos, ao atravessar a rua.
Somente eu alí, ainda com os pés no chão...
Em um velho hotel, com travesseiros estranhos e cortinas no chuveiro.
Me beija apesar de tudo.
Eu me presto, nua de alma e um acordar...
Olhar ao espelho, mãos no cabelo mal lavado, o corpo branco...
Sem palavras, apenas um sorriso de canto.
Eu gostei mais de mim.
Rebobinar, rebobinar, meu bem.
Maquiagem borrada, atrai você assim.
Gosto mais de mim.
Gosto do meu prazer, do meu toque e da minha pele...
Mas não desprezo a sua.
Eu me presto, nua de alma e um acordar...
Mas eu gosto bem mais de mim.
Um belo domingo cinza.
Subscribe to:
Posts (Atom)