Jude acorda com o gosto da ressaca na boca e seu corpo espalhado na cama.
Se sente mundana, ao que fez na noite passada, mas lembrou de um par de olhos...
E não pertencia a Henry, o cheiro do perfume barato estava no seu corpo e a sensação do toque no rosto ainda a assustava.
Levantou, penteou os cabelos, um lenço no pescoço, molhou os cabelos, vestiu o vestido mais colorido e saiu ver a rua.
Andou quadras, um cigarro atrás do outro, como se precisasse de companhia... Viu vitrines e comprou um chapéu e algo para comer... ""E como o mundo pode ser tão colorido?", ela pergunta ao atendente na lancheria, sem ganhar nehuma resposta, se responde com uma tosse e um sorriso no canto da boca. Jude nesse momento, entendeu, por que Henry havia ido embora e não se sentiu mal por isso. Apenas concordou, que Henry não sabia voar como ela... Que se apegava ao passado e outras mulheres, ele não tinha a alma nobre de quem se entrega, nunca terá. Jude senta em seu sofá vermelho, troca o vinho por uma dose forte de conhaque, acende seu cigarro longo e abre a janela... A chuva lá fora cai, alguns meses, com intervalos pequenos de sol... Mas sempre chove. Jude não para de pensar no par de olhos que encontrou, Henry continua ali dentro dela), mas ela sabe que Henry está a perdendo... E isso dói, machuca, deixa seu corpo sem arrepios... Jude cheira a flores baratas, mas mágicas... Henry não faz mais tanta parte daquilo, ela espera o par de olhos, como uma criança esperando o dia importante entrar pela porta. Jude, o meu lado pior. Você não precisa olhar para ela, dizem por aí que Jude nunca ficou só e nem tem o tal medo disso, mas dizem também que Jude quer provar, provar o mais indelicado e louco sentimento... Misturado ao sexo, ao ter e sentir. Ela não precisa mais de Henry, apesar da falta, uma menina ainda, como qualquer outra... Que gosta da grama e da chuva, que anda pelas ruas cheia de manias e curiosidade. Henry continua sua viagem covarde e fugindo... Na maioria do tempo ele pensa em Jude, mas não pode admitir essa loucura... E aí, a deslealdade do ser, que Jude tanto confunde e detesta... Não, ela não admite a total realidade de um ser, uma menina, do intervalo de tempo e das emoções concentradas no seu corpo e na sua alma. Tal alma, que não a assusta, prefere ser a menina... Que corre entre as flores e guarda as cores nos sapatos. O meu pior e o pior de Jude, o que se torna essencial, da nossa tal natureza.
2 comments:
Assim não dá certo garota!
Estou tentando comentar o post anterior!
Você vem aqui e posta outro justamente quando eu fui abrir a página para ler novamente o anterior!
¬¬
Bem comentarei aquele e, em breve, este!
Beijos, (estou gostando daqui...)
http://anibarichello.wordpress.com
Eu faria um conto matando o Henri para ele aprender que não se brinca com uma mulher como Jude, quem sabe aí ele também morra dentro dela.
;)
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