Wednesday, November 19, 2008

Poros

Hoje, eu disse ontem que iria chover, foi o primeiro pensamento.
talvez eu precise falar um pouco de mim, do fora e do ausente.
Em primeiro lugar, caracterizo o fato de escrever como minha fulga...
Um café preto e um cigarro no meio dos dedos, como se fossem as únicas coisas que prestassem agora.
Um guardachuva verde, botas pretas e lenço com flores... Somente isso.
Não explique de novo, consequências e fatos... Ainda bem que existe o botão.
Não há nexo em coisas desentendidas e nem prováveis discussões bem resolvidas... O bem resolvido assusta, manipula e esfria.
Meu rosto é quente e minha alma perdida e confusa, do jeito que gosto, abafada e sem rumo.
Você consegue escutar o barulho depois da chuva e dizer que logo irá parar? A sensação se assemelha ao primeiro gosto de um morango.
Sinto sua falta, de quem não sei e nem preciso, mas somente sinto. Não de você, mas de você.
Os pés descalços agora, enrolados nas pernas, na posição descançada e que o corpo se aconchega.
Meu corpo, meu bem!
Os poros, a dança, fazer parte, voar, imaginar, a menina, os sapatos, as cores... Tanto faz, só preciso disso hoje. Sentir nos poros!

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